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A História da CME e os avanços da medicina

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Por bioxxi

A Central de Materiais e Esterilização (CME) é um dos pilares da segurança hospitalar, garantindo que cada procedimento seja realizado com materiais livres de contaminação. Mas como essa área evoluiu ao longo dos séculos? 

A história da CME está diretamente ligada ao avanço da medicina e à descoberta da esterilização, um processo essencial para a prevenção de infecções hospitalares.

Neste artigo, exploramos a trajetória da CME, desde os primeiros métodos rudimentares de assepsia até as tecnologias modernas que garantem segurança e eficiência nos hospitais.

Os primeiros médicos e a evolução dos instrumentais cirúrgicos

A prática médica existe há milhares de anos, e os primeiros profissionais da saúde eram os chamados cirurgiões barbeiros e curandeiros. Durante séculos, os procedimentos cirúrgicos eram realizados sem qualquer preocupação com a esterilização, aumentando significativamente o risco de infecções.

Os dispositivos médicos passaram por uma grande evolução ao longo do tempo. Inicialmente feitos de pedras, cascalhos e ossos, foram substituídos por materiais como bronze, aço inoxidável e titânio, garantindo maior durabilidade e segurança.

No entanto, a limpeza desses dispositivos era precária. Durante as grandes guerras, cirurgias eram realizadas em campos de batalha, navios e casas de cirurgiões, sem qualquer condição asséptica. Foi apenas com o avanço da microbiologia que a importância da esterilização começou a ser reconhecida.

A evolução da esterilização ao longo da história

Idade Antiga: Os Primeiros Métodos de Assepsia

  • Em 2400 a.C, os egípcios utilizavam cobre para esterilizar feridas e água.
  • Entre 300 a.C e 322 a.C, Hipócrates e Aristóteles recomendavam o uso de água fervente para evitar contaminações.
  • Galeno, entre 130 d.C e 200 d.C, já fervia seus instrumentos antes de utilizá-los.

Idade Média: Retrocesso na Esterilização

Durante a Idade Média (476 d.C – 1453), os avanços da medicina foram interrompidos pelo caos da Peste Negra, levando à perda de muitos conhecimentos sobre assepsia e esterilização.

Idade Moderna: O Surgimento da Microbiologia

No século XVII, o físico alemão Antony Van Leeuwenhoek criou o primeiro microscópio, permitindo a observação de microrganismos e abrindo caminho para a microbiologia moderna.

Era Bacteriológica: A Revolução da Esterilização

No século XIX, a descoberta de micróbios patogênicos levou à adoção de medidas preventivas, como: 

  • Lavagem das mãos (instituída por Semmelweis entre 1818-1865). 
  • Separação de pacientes infectados (prática reforçada por Florence Nightingale durante a Guerra da Crimeia). 
  • Uso de antissépticos (introduzido por Joseph Lister).

A Invenção da Autoclave e a Revolução na CME

Em 1876, Charles Chamberland desenvolveu o primeiro esterilizador a vapor de pressão, conhecido como autoclave. Esse avanço permitiu a eliminação eficaz de microrganismos, tornando os procedimentos cirúrgicos mais seguros.

Já em 1885, Ernest Von Bergmann utilizou pela primeira vez o esterilizador a vapor para a esterilização de curativos cirúrgicos, consolidando a importância da assepsia na medicina.

Como Funciona a Autoclave?

A autoclave opera por meio de um sistema de pressão e temperatura elevada, onde o vapor de água penetra nos materiais e destrói microrganismos por meio da termocoagulação e desnaturação de proteínas.

O processo ocorre em três etapas principais:

  1. Remoção do ar – O equipamento elimina o ar presente na câmara, permitindo que o vapor de água atinja todas as superfícies dos materiais. 
  2. Esterilização – O vapor saturado aquece os materiais a temperaturas superiores a 121°C, garantindo a eliminação de bactérias, vírus e esporos. 
  3. Secagem e resfriamento – Após o ciclo de esterilização, os materiais são secos e resfriados para uso seguro.

Esse método é amplamente utilizado em hospitais, laboratórios, clínicas odontológicas e indústrias farmacêuticas, sendo considerado um dos processos mais seguros e eficientes para esterilização de dispositivos médicos.

Com o passar dos anos, a tecnologia das autoclaves evoluiu, incorporando sistemas digitais, sensores de temperatura e rastreabilidade, tornando o processo ainda mais seguro e eficiente.

A História da CME no Brasil

A necessidade de medidas de saúde pública levou à reestruturação dos hospitais e à criação de espaços dedicados à esterilização de materiais.

A primeira CME do Brasil foi implantada entre 1941 e 1944, no Hospital das Clínicas de São Paulo, sob a liderança do Dr. Odair Pedroso. Inicialmente, a estrutura era simples e carente de sistematização técnico-administrativa.

Com o avanço das técnicas cirúrgicas e o desenvolvimento tecnológico nas décadas de 1960 e 1970, grandes mudanças ocorreram na organização da CME, nos métodos de esterilização e na gestão hospitalar.

A CME da Bioxxi: Tecnologia e Segurança na Esterilização

Uma CME de excelência aumenta a capacidade cirúrgica do hospital, otimiza o uso de materiais e garante uma experiência mais segura para pacientes e profissionais da saúde.

A Bioxxi desenvolveu um método de gestão de CME que une tecnologia, controle de qualidade e eficiência operacional, garantindo os mais altos padrões de segurança hospitalar.

Com processos inovadores, a Bioxxi transforma a CME em um setor estratégico, reduzindo custos e aumentando a rentabilidade dos hospitais, sem comprometer a segurança dos pacientes.

O Futuro da CME e os Avanços na Medicina

A evolução da CME reflete o progresso da medicina e a busca contínua por segurança e eficiência nos hospitais. Desde os primeiros métodos rudimentares de assepsia até as tecnologias modernas de esterilização, a CME desempenha um papel essencial na prevenção de infecções hospitalares.

Embora a autoclave tenha revolucionado a esterilização hospitalar, novas tecnologias continuam a surgir para atender às demandas de segurança e eficiência na Central de Materiais e Esterilização (CME). Métodos modernos oferecem alternativas para materiais sensíveis ao calor e garantem a eliminação eficaz de microrganismos.

Além da autoclave, tecnologias como ETO, peróxido de hidrogênio vaporizado e radiação ionizante oferecem alternativas eficazes para diferentes tipos de materiais, garantindo processos seguros e eficientes.

Com a inovação contínua, a CME se torna cada vez mais estratégica na prevenção de infecções hospitalares, elevando os padrões de qualidade e segurança nos hospitais.

Unindo a inovação e a gestão eficiente de empresas especializadas como a Bioxxi, hospitais podem contar com processos seguros, rastreáveis e otimizados, garantindo um atendimento de qualidade para os pacientes.

Quer saber mais sobre como a Bioxxi pode transformar a sua CME? Entre em contato e descubra como podemos elevar os padrões de segurança hospitalar!

 

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