Bioxxi Esterilização

Segunda onda pressiona saúde suplementar a acelerar agenda de transformação

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O Brasil ultrapassou a marca de 6 milhões de casos confirmados de COVID-19, mas segundo especialistas este número pode ser muito maior e o país pode estar entrando na “Segunda Onda” da pandemia. Este cenário preocupa lideranças da saúde suplementar, que vêm tentando recuperar do déficit financeiro gerado pela suspensão e queda dos procedimentos eletivos e o aumento vertiginoso no preço dos insumos.

Na última segunda-feira, 23/11, pesquisadores brasileiros divulgaram uma nota técnica que sinaliza a falta de “testagem sistemática com rastreamento de casos” um dos fatores decisivos para “aumento explosivo” ou “manutenção da grande circulação do vírus”. A nota ainda destacou a falta de uma política coordenada e o afrouxamento das medidas de isolamento como determinantes para o início da segunda onda.

“A situação no Brasil se deteriorou fortemente nas últimas duas semanas, e o início de uma segunda onda de crescimento de casos já é evidente em quase todos os estados, de forma particularmente preocupante nas regiões mais populosas do país”, afirmam os pesquisadores na Nota Técnica – 22/11/2020 Situação da Pandemia de Covid-19 no Brasil.

A nota técnica é assinada por seis pesquisadores da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia Campus Salvador (IFBA), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e da Universidade de Brasília (UnB).

Crise financeira na Saúde Suplementar

Um estudo realizado pelo IEPAS – Instituto de Ensino e Pesquisa na Área da Saúde aponta que a suspensão dos procedimentos eletivos gerou perdas financeiras a 100% dos hospitais entrevistados.

Segundo levantamento, outros fatores influenciam a perda de receitas: 27,6% afirmam influência da diminuição da demanda por atendimentos e outros 27,6% apontam aumento dos custos operacionais e dificuldades de negociação com as operadoras de saúde. O objetivo do estudo foi compreender as principais dificuldades dos hospitais no que tange ao enfrentamento da pandemia.

Já um levantamento realizado pela Federação Brasileira de Hospitais (FBH), entidade que representa mais de 4 mil estabelecimentos da rede privada hospitalar do país, constatou que a queda no faturamento dos hospitais, sobretudo de pequeno e médio porte, que representam 70% de toda a rede do país, chegou a 40% nesse período. A principal explicação foi a suspensão dos procedimentos eletivos.

O aumento de custos e diminuição de receitas em função do fechamento de Centros Cirúrgicos, fez com que muitos hospitais precisassem repensar sua estratégia operacional e buscar novas soluções para problemas antigos, intensificados pela crise. A terceirização de CMEs no brasil cresceu durante a pandemia como nunca antes.

Terceirização de CMEs como tendência para a recuperação financeira da Saúde Suplementar

A CME (Central de Material e esterilização) é uma das áreas mais importantes do hospital, pois é responsável pela esterilização dos materiais médicos e consequente prevenção a contaminação. As CMEs ganharam especial atenção nos últimos meses, em função do seu importante papel sanitário no controle de infecções no hospital.

A terceirização de CMEs com a Bioxxi gera uma redução significativa de custos para o hospital e ainda gera um ganho em produtividade de cerca de 150%. A terceirização ponta a ponta de CMEs é uma tendência que vem ganhando força no Brasil, devido à capacidade que a terceirização de CME tem de gerar impacto financeiro no hospital.

“A CME que produz mais, aumenta o giro de materiais disponíveis para cirurgias, aumentando a capacidade cirúrgica e potencial de receita do hospital.”, afirma Diego Pinto, CEO da companhia.

A Bioxxi, que recentemente lançou no mercado o CMEXX, sistema de rastreabilidade e gestão de CME, diz que a especialização em CMEs aumenta a qualidade no serviço, uma vez que protocolos e processos podem ser testados e comparados, a fim de se adotar as melhores práticas. A empresa desenvolveu um comitê de Coronavírus, específico para dar suporte às mais de 70 CMEs que administra e contratou o renomado médico infectologista Dr. Edimilson Migowski para dar suporte ao enfrentamento da pandemia.