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Bioxxi Esterilização e reprocessamento
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Processamento, reprocessamento e esterilização: qual a diferença?

Blog Central de Materiais e Esterilização reprocessamento
Por bioxxi

No ambiente hospitalar e em clínicas de saúde, manter os equipamentos e materiais adequadamente limpos e isentos de microrganismos é vital para garantir a segurança dos pacientes. 

No entanto, é comum surgirem dúvidas sobre o que significa processamento, reprocessamento e esterilização – termos que, embora relacionados, possuem conceitos e aplicações distintos. 

Neste artigo esclarecemos as diferenças, explicamos cada etapa e destacamos a importância das boas práticas, além de apresentar os desafios, os avanços tecnológicos e os aspectos regulatórios que garantem a segurança desses processos.

O que é Processamento?

O processamento, no contexto dos dispositivos médico-hospitalares, refere-se ao conjunto de procedimentos realizados para preparar o equipamento ou instrumento para que ele possa ser utilizado de forma segura. Esse processo envolve etapas como:

  • Recepção: Identificação e triagem dos itens que serão enviados para limpeza.
  • Pré-limpeza: Remoção de resíduos visíveis, sangue e outros fluidos orgânicos logo após a utilização.
  • Limpeza manual ou mecânica: Uso de detergentes e métodos mecânicos (como ultrassom ou lavadoras especializadas) para eliminar sujeiras e contaminações.
  • Desinfecção: Etapa que utiliza agentes químicos específicos para reduzir a carga microbiana a níveis seguros, quando a esterilização não for necessária.
  • Secagem e embalagem: Preparação do material para o armazenamento ou para ser encaminhado à etapa de esterilização, assegurando que nenhum resíduo de umidade interfira no processo.

O processamento é fundamental para que os materiais e dispositivos médicos possam posteriormente ser submetidos a métodos de desinfecção ou esterilização, garantindo que estarão aptos a serem reutilizados sem risco para o paciente.

Reprocessamento: O uso seguro de dispositivos médicos Reutilizáveis

O reprocessamento é um conceito muitas vezes confundido com a simples reutilização de materiais. No entanto, é importante destacar que não existe reutilização sem reprocessamento e principalmente que existem dispositivos de uso único que são proibidos pela ANVISA de serem reprocessados.

Este termo refere-se à aplicação de um conjunto rigoroso de procedimentos que tornam possível a reutilização segura de artigos ou dispositivos que, originalmente, podem ter sido concebidos para múltiplos usos.

Durante o reprocessamento, os dispositivos elegíveis passam por todas as etapas do processamento e, adicionalmente, passam por inspeção e testes de integridade. Dessa forma, é possível verificar se o equipamento mantém sua funcionalidade e segurança depois de ser submetido a esses processos. Entre os benefícios do reprocessamento, podemos destacar:

  • Redução de custos: Instituições de saúde que optam pelo reprocessamento de materiais observam uma significativa economia operacional. Diversos estudos apontam que, quando aplicados de forma rigorosa, os protocolos de reprocessamento podem reduzir os custos relacionados à aquisição de novos dispositivos, sem comprometer a segurança dos pacientes.
  • Sustentabilidade: A prática contribui para a diminuição dos resíduos gerados no ambiente hospitalar. Ao reprocessar materiais, evita-se que grandes volumes de resíduos sejam descartados inadequadamente, colaborando para a preservação ambiental.
  • Otimização dos recursos: Ao estender a vida útil dos dispositivos médicos, o reprocessamento permite que hospitais direcionem seus recursos financeiros para investimentos em novas tecnologias e melhorias na infraestrutura.

Esterilização: Garantindo a ausência de Microrganismos

A esterilização é a etapa final do processamento e reprocessamento e tem o principal objetivo de eliminar todas as formas de vida microbiana – bactérias, vírus, fungos e esporos – presentes no material. Existem diversos métodos de esterilização, sendo alguns dos mais comuns:

  • Esterilização por vapor (autoclave): Utiliza altas temperaturas e pressão para eliminar os microrganismos. Este método é amplamente utilizado para instrumentos que suportam calor e umidade.
  • Esterilização por óxido de etileno: Indicada para artigos sensíveis ao calor, este processo utiliza um gás que penetra nos materiais e destrói os microrganismos, mantendo a integridade dos dispositivos termossensíveis.
  • Esterilização por peróxido de hidrogênio a plasma: Outra alternativa para materiais delicados, que utiliza baixa temperatura e é considerada eficaz na destruição de microrganismos sem danificar o aparelho.

A escolha do método de esterilização depende do tipo de material, das recomendações do fabricante e das condições de aplicação. Independentemente do método adotado, o monitoramento e a validação do processo são essenciais para garantir que o equipamento esteja verdadeiramente estéril e pronto para uso.

Principais desafios e cuidados no Processamento e Reprocessamento

Manter a qualidade e a eficácia dos processos de processamento, reprocessamento e esterilização envolve diversos desafios, entre eles:

  • Conformidade com as normas e regulamentos: As práticas devem seguir as diretrizes estabelecidas pela Anvisa e outros órgãos reguladores, como a RDC 15/2012, RDC 156/2006, RE/Anvisa 2605/2006 e RE/Anvisa 2606/2006. Essas regulamentações definem os protocolos e critérios que devem ser rigorosamente cumpridos para garantir a segurança do paciente.
  • Capacitação e treinamento da equipe: Profissionais responsáveis pelo processamento precisam estar constantemente treinados e atualizados quanto às melhores práticas e inovações tecnológicas. Erros ou falhas no manuseio dos equipamentos podem comprometer a eficácia do processo.
  • Monitoramento e validação dos processos: Testes de controle de qualidade devem ser realizados periodicamente para confirmar que os processos de esterilização estão eliminando os microrganismos de forma efetiva. Indicadores de desempenho e registros detalhados são ferramentas essenciais para a melhoria contínua.
  • Manutenção dos equipamentos: As máquinas e autoclaves precisam passar por manutenções regulares para que operem com eficiência. Equipamentos mal calibrados podem resultar em esterilização insuficiente e, consequentemente, representar riscos para a saúde dos pacientes.

Inovações e avanços tecnológicos

A tecnologia tem desempenhado um papel crucial na evolução dos processos de processamento, reprocessamento e esterilização. Novas tecnologias e ferramentas automatizadas como o CMEXX, um sistema de rastreabilidade que ajuda na gestão e acompanhamento das etapas de esterilização e catalogação dos dispositivos esterilizados, estão sendo desenvolvidos para aumentar a segurança dos procedimentos e reduzir a probabilidade de erros humanos. 

Exemplos de inovações incluem sistemas de monitoramento em tempo real, que permitem a validação contínua dos processos, e softwares de gestão que centralizam a documentação e os registros de cada operação, facilitando a auditoria e o controle de conformidade.

Esses avanços não apenas melhoram o rendimento dos processos, mas também contribuem para a sustentabilidade, minimizando o descarte de resíduos e otimizando o uso dos recursos disponíveis.

Por que terceirizar o reprocessamento? 

Dada a complexidade e a necessidade de alta qualificação na realização dos processos do reprocessamento, ou seja, limpeza, desinfecção, esterilização e inspeções de controle de qualidade, muitos hospitais e clínicas optam pela terceirização deste serviço. Contratar uma empresa especializada permite que a instituição se concentre em seu core business – prestar atendimento hospitalar, médico e/ou odontológico – enquanto profissionais especializados garantem que os protocolos sejam rigorosamente seguidos.

Empresas especializadas investem continuamente em tecnologia e capacitação, garantindo que os processos atendam aos mais altos padrões de segurança e eficiência. Elas também oferecem suporte na gestão da documentação e no monitoramento das etapas de processamento e reprocessamento, o que é fundamental para manter a conformidade regulatória e assegurar a qualidade dos dispositivos reprocessados.

Bioxxi: Excelência em Reprocessamento e Esterilização

No cenário atual da saúde, onde a segurança dos pacientes e a eficiência operacional são prioridades, a Bioxxi se destaca como uma referência indispensável no reprocessamento e esterilização de dispositivos médicos.

A atenção às normas, a constante capacitação da equipe e os investimentos em tecnologia são fatores imprescindíveis para o sucesso desses processos. Além disso, a terceirização dos serviços de processamento e reprocessamento pode representar uma solução eficaz para garantir a segurança, reduzir custos operacionais e otimizar a gestão dos recursos.

Como a maior empresa de esterilização da América Latina, a Bioxxi alia tecnologia de ponta, rigorosos protocolos de qualidade e sustentabilidade para levar soluções inovadoras aos ambientes hospitalares e clínicas.

A Bioxxi representa muito mais do que um serviço terceirizado de reprocessamento e esterilização: ela é uma parceira estratégica para instituições que buscam eficiência operacional, redução de custos e, principalmente, a excelência na segurança dos cuidados prestados.

Ao adotar práticas de excelência, as instituições de saúde não só atendem às exigências regulatórias, mas também oferecem um ambiente seguro e confiável para seus pacientes. 

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