A transformação digital na saúde não é mais uma promessa distante: ela já está acontecendo dentro de hospitais, clínicas e centros de diagnóstico em todo o país. Prontuários eletrônicos, sistemas de rastreabilidade, telemedicina e inteligência artificial já fazem parte da rotina de profissionais e pacientes.
No entanto, assim como em uma cirurgia, cada decisão tecnológica deve ser precisa, planejada e ética. Afinal, uma escolha mal feita pode comprometer não apenas o orçamento da instituição, mas também a segurança e a experiência do paciente.
Foi com esse olhar estratégico que a ABCIS (Associação Brasileira de CIOs e Gestores de TI em Saúde) lançou o Manual de Boas Práticas para Compras de Tecnologia em Saúde. Mais do que um documento técnico, o manual funciona como um guia de navegação em um mar cada vez mais complexo de soluções digitais. Ele ajuda gestores a separar o que é inovação real do que é apenas promessa de mercado, oferecendo critérios claros para avaliar, selecionar e implementar tecnologias que realmente façam sentido para a instituição.
Nesse artigo, vamos abordar os principais pontos do manual da ABCIS, destacar as práticas mais relevantes para hospitais e clínicas alcançarem eficiência e valor real para o setor da saúde.
Por que esse manual é tão importante?
Imagine um hospital como um organismo vivo. Cada tecnologia adquirida, seja um software de gestão, um sistema de imagem ou uma solução de rastreabilidade, funciona como um “órgão” que precisa estar em sintonia com os demais. Quando a compra é feita apenas pelo menor preço, sem considerar integração, valor agregado ou impacto clínico, o resultado pode ser semelhante a um transplante mal planejado: rejeição, riscos e desperdício.
Segundo a ABCIS, esse é um problema recorrente no setor. Muitos gestores ainda decidem com base apenas no custo inicial, ignorando fatores como Custo Total de Propriedade (TCO), Retorno sobre Investimento (ROI) e, principalmente, a segurança do paciente.
O manual surge justamente para preencher essa lacuna, oferecendo um roteiro claro e estruturado para que cada aquisição seja feita de forma ética, transparente e alinhada aos objetivos estratégicos da instituição.
O que o manual traz de novo?
O documento, elaborado pelo Grupo de Trabalho de Infraestrutura da ABCIS, reúne boas práticas inspiradas em normas internacionais (como ISO 27001 e LGPD) e metodologias consolidadas de gestão de TI. Ele percorre todo o ciclo de vida da aquisição tecnológica, desde o diagnóstico até a gestão pós-implantação.
Entre os principais pontos, destacam-se:
- Diagnóstico estratégico e técnico: entender o cenário atual da instituição antes de qualquer compra.
- Planejamento e Plano Diretor de TI (PDTI): alinhar tecnologia à missão e visão do hospital.
- RFI e RFP: padronizar a coleta de informações e propostas de fornecedores.
- Benchmarking: aprender com experiências de outras instituições.
- Regras de conduta ética: garantir transparência e evitar conflitos de interesse.
- Avaliação de custo x valor: olhar além do preço e considerar o impacto clínico, operacional e financeiro.
- Gestão da mudança: preparar equipes para a adoção da nova tecnologia.
- Segurança cibernética e conformidade: proteger dados sensíveis e atender à LGPD.
Em outras palavras, o manual funciona como um GPS para gestores de saúde, evitando atalhos perigosos e guiando cada decisão rumo a um destino seguro: mais eficiência, menos riscos e melhor cuidado ao paciente.
O impacto esperado para hospitais e pacientes
Ao adotar essas diretrizes, os hospitais deixam de enxergar tecnologia apenas como custo e passam a tratá-la como ativo estratégico. Isso significa:
- Mais segurança para o paciente, já que tecnologias bem avaliadas reduzem falhas críticas.
- Maior eficiência operacional, com processos integrados e menos retrabalho.
- Sustentabilidade financeira, evitando investimentos equivocados.
- Alinhamento estratégico, apoiando projetos de expansão, acreditações e melhorias na jornada do paciente.
É como trocar uma lanterna por um farol: em vez de iluminar apenas o próximo passo, o manual ajuda a enxergar o caminho inteiro.
Bioxxi e o CMEXX: um exemplo prático de boas práticas em ação
Se o manual da ABCIS mostra o caminho, soluções como o CMEXX são exemplos de como percorrê-lo com segurança.
O CMEXX é um sistema de rastreabilidade para gestão de CME (Central de Material e Esterilização) que atende diretamente às diretrizes do manual. Ele garante que cada instrumental cirúrgico seja rastreado do início ao fim do processo, oferecendo transparência, segurança e eficiência.
Assim como o manual recomenda, o CMEXX:
- Alinha tecnologia à missão clínica: reduz riscos de infecção e melhora a segurança do paciente.
- Oferece valor além do custo: otimiza processos, reduz desperdícios e melhora indicadores de qualidade.
- Promove governança e conformidade: atende às exigências da ANVISA e da LGPD.
- Facilita a gestão da mudança: com interface intuitiva e suporte especializado, a adesão da equipe é mais rápida.
Em outras palavras, o CMEXX é a tradução prática do que a ABCIS propõe: uma tecnologia adquirida e implementada com ética, eficiência e foco no paciente.
O lançamento do Manual de Boas Práticas da ABCIS representa um marco para a saúde brasileira. Ele oferece às instituições um guia para transformar decisões de compra em escolhas estratégicas, seguras e sustentáveis.
E quando olhamos para soluções como o CMEXX da Bioxxi, percebemos que já existem tecnologias prontas para atender a esse novo padrão de excelência. Afinal, em saúde, cada decisão tecnológica é também uma decisão de cuidado.
Assim como um hospital não pode funcionar sem protocolos clínicos bem definidos, também não pode crescer sem protocolos tecnológicos sólidos. O manual da ABCIS é esse protocolo — e soluções como o CMEXX mostram que é possível transformar teoria em prática, garantindo que a inovação seja sempre sinônimo de segurança e qualidade.