Bioxxi Esterilização Hospitalar

Métodos de esterilização hospitalar

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Uma das principais preocupações que hospitais e clínicas devem ter é com a esterilização de seus materiais médico-hospitalares. Isso porque, a taxa de óbitos causados por infecção hospitalar é bem considerável. A esterilização, portanto, se torna a peça-chave no combate aos agentes causadores das infecções hospitalares e todo esse processo deve ser levado de forma criteriosa e com seriedade. Para cada situação e material existe um método adequado de esterilização e é sobre eles que vamos falar neste artigo, com atenção especial aos seguintes pontos:

  • O que é esterilização?
  • Métodos físicos
  • Métodos químicos
  • Métodos físico-químicos
  • Cuidados com os métodos de esterilização

O que é esterilização? Uma esterilização eficiente consegue destruir bactérias, fungos e vírus, através da interferência direta no DNA desses agentes e é resultado de vários tipos de processo. Ela é realizada em materiais médico-hospitalares, que se mostram realmente estéreis quando, após o processo de esterilização, a quantidade de microrganismos contaminantes é de 1: 1.000.000. Para cada tipo de material a ser esterilizado existe um método adequado. Isso vai variar de acordo com o uso e características físicas do material e embalagens.

Existem vários tipos de esterilização e a ANVISA as classifica em métodos físicos, métodos químicos e métodos físico-químicos, sendo utilizados de acordo com o risco de contaminação. Métodos Físicos

Os métodos físicos costumam utilizar o calor em temperaturas variadas e alguns tipos de radiação. Para isso, as autoclaves são as mais indicadas para uso hospitalar. São eles:

  • Vapor saturado sob pressão: usado principalmente em hospitais para esterilização de materiais termorresistentes. Provoca a coagulação das proteínas dos microrganismos e, consequentemente, sua destruição. Método muito utilizado em hospitais em materiais termorresistentes , não sendo útil em materiais termossensíveis
  • Calor seco: neste processo são utilizadas estufas, onde o calor irradia por suas paredes laterais, oxidando as células microbianas e provocando sua morte. Isso acontece após os materiais ficarem expostos em alta temperatura por um longo tempo e, por isso, não é indicado para materiais como borracha, aço ou tecido. Este processo é utilizado em laboratórios e não em hospitais
  • Radiação ionizante: destrói o DNA dos microrganismos ou impede a sua reprodução e a radiação gama é o método mais utilizado, já que tem mais facilidade de penetração no material a ser esterilizado. Sua indicação é para materiais termossensíveis e tecidos biológicos, comumente utilizados em transplantes.Sua desvantagem é ser altamente oxidante

 Métodos químicos

Os métodos químicos fazem uso de líquidos com capacidade esterilizante e o processo ocorre por imersão, portanto, é necessário um cuidado especial no manuseio desses produtos, que são: formaldeído, ácido peracético entre outros.

Formaldeído: é um gás que apresenta um odor forte e alto poder cáustico e pode se apresentar na forma líquida, além da gasosa. Para um resultado satisfatório é necessário um longo tempo de ação. Consegue destruir fungos, vírus e bactérias e, após 18 horas agindo nos materiais, também tem o mesmo efeito em esporo. O método, porém, não tem regulamentação na ANVISA, além de deixar resíduo após a esterilização 

Ácido peracético 

Consiste em uma mistura equilibrada entre água, ácido acético e peróxido de hidrogênio. É um produto tóxico e corrosivo. O ácido peracético age de forma semelhante aos agentes oxidantes como o peróxido de hidrogênio

 Métodos físico-químicos

Entre os processos físico-químicos encontram-se o método de esterilização por Óxido de Etileno e um segundo, por Plasma  Peróxido de Hidrogênio. Sendo que o primeiro tem seu processo regulamentado pela ANVISA.

  •  Óxido de Etileno: é um gás bastante utilizado para a esterilização de materiais termossensíveis e é indicado principalmente para uso hospitalar por não ser corrosivo. Tem um alto poder de penetração e pode ser usado em produtos ainda em suas embalagens primárias e secundárias.
  • Peróxido de Hidrogênio: também é indicado para artigos termossensíveis e todo o processo de esterilização dura mais ou menos 1 hora. Pode ser usado em polímeros , alguns metais, vidros, borracha e outros. Tem um grau de complexidade menor que o Óxido de Etileno, tornando seu processo rápido, além de não ser tóxico. Por ter ação corrosiva, requer cuidado no manejo e as câmaras de esterilização são pequenas o que limita a sua utilização. Contra indicado para esterilização com produtos a base de celulose e líquidos (H2O) entre outros.

Cada método de esterilização tem uma indicação de uso e os tipos específicos de materiais que podem passar por eles. Portanto, toda situação deve ser analisada com cuidado e preparo. O mais indicado é que hospitais e clínicas contratem uma empresa especializada, com uma equipe capacitada para executar todos os processos da forma mais profissional possível.

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