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O que é carga molhada na CME? Entenda riscos, causas e soluções

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Por guisfons

Quando pensamos em esterilização hospitalar, a imagem que vem à mente é de instrumentais cirúrgicos limpos, secos e prontos para uso. Mas existe um problema silencioso que pode comprometer todo esse processo: a carga molhada.

Na Central de Material e Esterilização (CME), a presença de umidade em materiais que deveriam estar completamente secos é um alerta vermelho. Mais do que um detalhe técnico, trata-se de um risco direto à segurança do paciente.

Neste artigo, vamos explicar de forma clara o que é carga molhada, por que ela é tão perigosa, quais são suas principais causas e como corrigi-las. 

O que é carga molhada?

Carga molhada é quando os materiais esterilizados saem do autoclave ainda com presença de umidade. Isso significa que a barreira de esterilidade foi comprometida.

Imagine guardar roupas limpas dentro do armário ainda úmidas. O risco de mofo e mau cheiro é enorme, certo?! No hospital, o problema é muito mais grave: a umidade abre caminho para microrganismos, anulando o processo de esterilização e colocando pacientes em perigo.

A presença de umidade em materiais esterilizados gera três grandes impactos:

  • Risco à segurança do paciente: a barreira de esterilidade é perdida, aumentando a chance de contaminação e infecção.
  • Comprometimento da qualidade cirúrgica: materiais úmidos podem atrasar procedimentos, gerar retrabalho e comprometer a eficácia da cirurgia.
  • Impacto na reputação da instituição: falhas recorrentes reduzem a confiabilidade e afetam a imagem do hospital perante profissionais e pacientes.

Isso pode estar ligado a vários fatores como a calibração e qualificação do equipamento. Ou seja, não é apenas um problema técnico, mas um fator que influencia diretamente a confiança e a segurança em saúde.

Como identificar uma carga molhada?

A identificação de carga molhada na CME deve ser realizada por meio de inspeção criteriosa e sistemática, seguindo protocolos normativos e boas práticas de esterilização. Os principais indicadores técnicos incluem:

  • Integridade da embalagem: presença de manchas, áreas úmidas ou alteração na coloração do material de barreira (como SMS ou papel grau cirúrgico). Qualquer evidência de umidade compromete a barreira estéril.
  • Condensação interna: acúmulo de gotas visíveis dentro de contêineres, caixas metálicas ou embalagens rígidas. Esse sinal indica falha no processo de secagem ou excesso de carga.
  • Instrumentais úmidos: presença de água ou resíduos líquidos diretamente sobre os dispositivos esterilizados, detectada durante a abertura da embalagem ou inspeção pós-ciclo.
  • Parâmetros do ciclo de esterilização: análise dos registros do autoclave (tempo, temperatura, pressão e fase de secagem). Desvios nos parâmetros podem justificar a ocorrência de carga molhada.
  • Monitoramento ambiental: avaliação das condições da área de armazenamento, como temperatura e umidade relativa. Ambientes inadequados podem favorecer a condensação após o ciclo.

De acordo com a RDC nº 15/2012 da ANVISA, qualquer material que apresente sinais de umidade deve ser considerado não estéril e retirado imediatamente de uso, sendo obrigatória a notificação do evento e a investigação da causa raiz.

A inspeção deve ser documentada e rastreável, garantindo que cada ocorrência seja analisada e que ações corretivas sejam implementadas para evitar reincidência.

Principais causas da carga molhada

A ocorrência de carga molhada em CME é multifatorial e está diretamente relacionada à interação entre preparo, parâmetros do ciclo de esterilização, características da carga e condições ambientais. Entre as principais causas técnicas, destacam-se:

  • Preparo incorreto da caixa: uso de SMS inadequado, gramatura errada ou materiais ainda úmidos no preparo.
  • Ciclo de esterilização inadequado: tempo ou temperatura insuficientes.
  • Falha na secagem pós-esterilização: resfriamento inadequado ou insuficiente.
  • Problemas no autoclave: defeitos, falhas no ciclo ou tempo de secagem insuficiente.
  • Armazenamento inadequado: caixas mal posicionadas ou expostas a ambientes úmidos.
  • Excesso de peso na caixa: acima de 11,3 kg, dificultando a secagem.

Quando a carga dentro da autoclave é posicionada de forma inadequada o processo de secagem torna-se ineficiente. Nessas condições, a umidade residual não é completamente eliminada. É como tentar secar uma toalha grossa em um varal apertado: se não houver espaço e ventilação, ela ficará úmida por muito tempo.

Pontos que devem ser investigados

Para entender a raiz do problema, é preciso investigar aspectos como:

  • Embalagem das caixas: verificar integridade e conformidade com padrões.
  • Parâmetros do ciclo de esterilização: revisar temperatura, tempo e pressão.
  • Secagem e resfriamento: avaliar se o tempo mínimo de 20 minutos foi respeitado.
  • Manutenção da autoclave: checar se há falhas ou necessidade de reparo.
  • Armazenamento pós-esterilização: garantir condições adequadas para evitar retorno da umidade.
  • Peso da caixa: confirmar se estava dentro do limite de 11,3 kg.
  • Montagem da carga: verificar se respeitava até 80% da capacidade da autoclave.

Esses pontos funcionam como um checklist que ajudam a identificar onde está o gargalo.

Ações corretivas e preventivas

Entre as principais ações para evitar carga molhada estão:

  • Monitoramento contínuo de temperatura e umidade.
  • Treinamento rigoroso da equipe.
  • Validação periódica dos ciclos de esterilização.
  • Manutenção preventiva das autoclaves.
  • Controle ambiental nas áreas de armazenamento.
  • Uso de prateleiras elevadas e empilhamento controlado.

Essas medidas garantem que o problema não volte a acontecer e fortalecem a segurança hospitalar.

Bioxxi: Garantia de Segurança e Conformidade na CME

A carga molhada é um desafio que exige conhecimento técnico, protocolos bem definidos e monitoramento constante. Mais do que corrigir falhas, é preciso prevenir que elas aconteçam.

A Bioxxi se destaca como parceira ideal porque:

  • Capacita profissionais com treinamentos técnicos voltados para excelência no reprocessamento de materiais.
  • Adota protocolos padronizados e em conformidade com as exigências da ANVISA, assegurando qualidade e segurança.
  • Disponibiliza tecnologias avançadas e equipamentos de última geração para otimizar processos de esterilização.
  • Incentiva práticas de melhoria contínua, fortalecendo a cultura de segurança e eficiência.
  • Garante resultados consistentes ao unir confiabilidade operacional com rigor científico.

Hospitais e clínicas precisam de parceiros que ofereçam não apenas suporte técnico, mas também confiança e inovação. Nesse cenário, a Bioxxi se posiciona como a escolha estratégica para transformar a rotina da CME em processos seguros, eficientes e sustentáveis.

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